Ponto – Pretos Velhos


Chamada

“Angola”
Preto velho quando vem, vem beirando os pés na cruz
Vem pedindo a proteção para os filhos de Jesus
A terra tremeu a terra tremeu, tremeu a cruz
Só não tremeu Jesus


“Angola”
Tira o cipó do caminho oi criança
Deixa a vovó atravessar
E mãe Catarina que vem de angola que vem sarava


“Nagô”
Quem (vem), quem vem La de tão longe
São os pretos velhos que vêm trabalhar
Oi daí-me forças pelo amor de Deus
Meu pai
Oi daí-me forças nos trabalhos meus


“Nagô”
La vem vovó
Descendo a serra com sua sacola
Com seu patuá e o seu rosário
Ela vem de angola
Eu quero ver vovó eu quero ver
Eu quero ver se filho de pemba
tem querer


“Congo”
Ele é Pai de cabeça é o chefe do nosso Congá
Ele é Pai de cabeça é o chefe do nosso Congá
Ô vento que balança as águas da Bahia
Ô deixa (……..) passar


Sustentação

“Ijexá”
La no cruzeiro das almas, eu vi uma velhinha rezar (bis)
Mas era vovó Catarina de angola que cruzava o seu patuá (bis)
As almas dão as almas da (bis)
Tome cuidado que as almas podem tirar (bis)


“Nagô”
Oh Luanda, oh Luanda
Terra da macumba
Do batuque do canjerê (bis)
Eu vou bater tambor (bis)
Vou fazer o meu batuque
pra chamar meu protetor (bis)


“Nagô”
Preta velha nunca foi à cidade
Oi sinha
Fala na língua de zambi
Oi sinha (bis)
E oi sinha
Fala na língua de zambi
Oi sinha


“Nagô”
E nagô e, nagô e, nagô e, (bis)
Se eu sou filho de nagô
Meu padrinho e são Jose (bis)


“Ijexá”
Adorei as almas, as almas me atenderam (bis)
É a santa almas La no cruzeiro (bis)


“Congo”
As almas já acenderam o candieiro
Ee La no fundo do mar


“Ijexá”
E o vento que balança a folha guine
E o vento que balança a folha (bis)
E e e pai guine e o vento que balança a folha (bis)


“Ijexá”
Preto na senzala bateu sua caixa deu viva Iaiá
Preto na senzala bateu sua caixa deu viva ioiô
Viva Iaiá viva ioiô viva nossa senhora cativeiro já acabou (bis)


“Angola”
Que preto e esse Calunga que chegou agora Calunga (bis)
E Pai… que veio de angola Calunga.


“Angola”
Com dendê com dendê
Preto velho trabalha com dendê
Agora que eu quero ver
preto velho trabalha com dendê


“Barra-vento”
Leo Leo Leo leô
Rei de congo leleu
Rei de congo leleô


“Nagô”
Senhora do rosário
Foi quem me trouxe aqui
A água do mar e santa
Eu vi eu vi eu vi


“Congo”
Minha caximba tem mironga
Minha caximba tem dendê
Quem duvida da minha caximba
Que venha ver que venha ver


“Angola”
Aiue meu cativeiro meu cativeiro
Meu cativeirá
Aiue meu cativeiro meu cativeir meu cativeira


“Ijexá”
Vovó não quer casca de coco no terreiro
Pra não lembrar o tempo do cativeiro


“Nagô”
Arriou na linha de congo
E de congo e de congo arue
Arriou na linha de congo
E agora que eu quero ver
Viva congo viva rei congo
Salve o povo de Iansã
Salve São Jorge guerreiro
Salve São Sebastião


“Angola”
Cambinda mamãe eeee
Cambinda mamãe aaa
Segura a cambinda que eu quero ver
Filhos de pemba não tem querer


“Ijexá”
Preto Velho cadê seu Congá
Oh zig, zig, zig na senzala ficou lá


“Ijexá”
Pá pá pá bateram na porta no céu
Pá pá pá São Pedro abriu pra ver quem é
Mas era as Almas Santas Benditas que se pesavam na balança de Miguel


“Angola”
Foi, foi Oxalá quem mandou eu pedir quem mandou implorar que as
Santas Almas viessem me ajudar que eu fosse na Calunga de joelhos a implorar


“Angola-Ijexá”
Foi com as almas com as almas que eu conheci a Umbanda foi com as almas
Com as almas que eu conheci meu Vôvô Chico
Com as almas que eu conheci Pai Joaquim


“Ijexá”
Bate tambor la na angola bate tambor
(nome da Entidade)
Bate tambor
(nome da Entidade)
Bate tambor
(nome da Entidade)
Bate tambor


Subida

A cineta do céu bateu
Oxalá já disse que e hora
Eu vou, eu vou, eu vou,
Ficar com Deus e Nossa Senhora