Vivência Musical e Percussiva de Curimba Umbandista – Na Gira de Caboclos

Com Igor Bologna

 

Os antigos mestres trazidos à força de várias regiões da África para cá trouxeram consigo as habilidades de confecção de diversos instrumentos musicais – não somente percussivos –, reproduzindo aqui a sua criação, juntamente com diversas manifestações religiosas e profanas, e com isso, o uso dos tambores se difundiu por toda a América. Entre todos esses tambores, destacaremos os atabaques, que através do culto aos Orixás, Inkises e Voduns se mantêm vivos até a atualidade, percorrendo, entre os séculos, esse caminho que também deságua no que hoje chamamos de Umbanda.

Os atabaques tocando em uma gira de Umbanda sempre despertam curiosidade, prendendo, muitas vezes, a atenção das pessoas que pisam pela primeira vez em um chão de terreiro. Muitos são os ritmos que embalam a gira, acompanhando as danças dos Orixás e o trabalho dos guias espirituais. Os sons dos tambores e do agogô, os iaôs cantando os pontos – cantos – e seguindo com as palmas e com a dança, todo esse colorido que nos enche os olhos faz parte do ritual de Umbanda e do que chamamos de Curimba.

Pensada para incluir todas as pessoas que gostam do tema, tendo proximidade ou não tanto com a religião quanto com a sua musicalidade, a vivência será dividida em duas partes, uma teórica e outra prática e terá o objetivo de apresentar:

   A “criação” da Umbanda e seu contexto histórico – somente 20 anos após a abolição da escravatura;

   A questão musical do “primeiro” terreiro de Umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade (TENSP), fundado em São Gonçalo, Rio

de Janeiro, e a sua relação com as Macumbas cariocas e com a manifestação de caboclos no Candomblé de caboclo;

    A importância cultural da Umbanda como uma das representações da cultura afro-brasileira.

   A função de Ogâ/Ogan nos terreiros de Umbanda;   A Curimba e os instrumentos que a compõe,

   A formação dos tambores (Rum, Rumpi e Lé/Lê) e suas funções rítmicas, além do agogô/gan.

   O toque Angola, além dos pontos cantados para os caboclos e caboclas.

Serão 15 vagas e as inscrições deverão ser feitas até o dia 23/09 (Domingo), através do e-mail penaverdetemplo@gmail.com. Para a realização da vivência, serão utilizados atabaques. Teremos a disponibilidade de 10 tambores, mas quem possuir o instrumento e puder levá-lo irá receber um desconto. Todos que participarem da vivência receberão certificado.

Quando: Dia 30/09 (Domingo)

Horário: Das 13:00 às 18:00 horas

Local: Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Verde e Mamãe Oxum (Rua Corinto,390 – Vila Indiana, Butantã)

Investimento: 110 reais s/ atabaque; 90 reais c/ atabaque, podendo ser pago em 2x (50% para assegurar a vaga e os outros 50% no dia da vivência)

Informações e inscrição: penaverdetemplo@gmail.com

(Imagens do artista argentino/brasileiro Hector Julio Páride Bernabó, Carybé)

 

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